55th Berlinale

Man To Man
Começou ontem o 55º Festival Internacional de Cinema de Berlim, ou Berlinale. Eu sou uma daquelas pessoas que daria tudo para estar lá: os filmes, as pessoas e o lugar. Claro que eu gostaria de conhecer Berlim, ainda mais ir a um festival desses, mas já que não posso, ao menos acompanho um pouco do que acontece por lá através da Internet mesmo. Com sorte boa parte dos bons filmes que serão exibidos lá chegarão aqui, nem que seja pela Mostra.
O evento que acontece até dia 20 teve como filme de abertura Man to Man, uma saga épica que se passa na África Central em 1870 e tem Kristin Scott Thomas e Joseph Fiennes nos papéis principais. O diretor Régis Wargnier é mais conhecido por seu filme Indochina e Leste-Oeste, ambos com a bela Catherine Deneuve.
No primeiro dia do festival também foi exibido E o vento levou, na sessão retrospectiva e eu provavelmente veria o filme. Aliás estou namorando um dvd cheio de atrás que acabou de ser lançado em edição comemorativa. Eu sei que é americano demais, melodrama demais, mas acho Vivien Leigh fabulosa e esse filme é um dos meus fracos.
AsylumUm dos filmes em competição e que está na lista de exibição para hoje é Asylum, do diretor David Mackenzie, cujo óltimo filme foi O jovem Adam e que passou pelas telas brasileiras. Entre os atores há Natasha Richardson e Ian McKellen, que agora não é mais mago e é Sir. O filme é uma co-produção República da Irlanda e Estados Unidos, o que reafirma o boato de que esse festival celebra o cinema europeu. Há poucas produções apenas americanas no evento, o que eu acho maravilhoso. Os bons filmes americanos que me desculpem, mas eles não precisam de mais visibilidade.
Uma das coisas que mais gostei no site do festival foi a organização: tudo tão arrumado, tão lindo. O site está cheio de links para imprimir programação, press release, catálogo em PDF e atalhos para impressão. Pode parecer besta, mas que está lá feito louco e quer ver tudo e saber de tudo, pequenos detalhes como esses são a salvação (eu sei). Não há como comparar os festivais brasileiros com esse, mas o site do Festival de Brasília deu até desânimo. E só para complicar, o link antigo do festival já não existe mais.
RedentorÉ preciso dizer também que o brasileiro Redentor está presente no festival participando da sessão Panorama. Claro que a nossa média quase ufanista já começa a se derramar de elogios ao filme, ao possível sucesso que ele faz por lá e coisas assim, mesmo que às vezes não seja verdade. Porém não vou tecer elogios, porque as minhas convicções são de não dar um tostão para o Globo Filmes, porque ela acaba pegando boa parcela do que seria destinado a outras produções que precisam muito mais daquele dinheiro. E no fundo é todo esse dinheiro que vai para o cinema é nosso o império lá não precisa de mais. Sei que o filme é da Conspiração, mas ele está cheio de dedos da Globo na produção e os atores principais curiosamente sã da Globo.
Outros dois filmes serão exibidos no festival: Brasileirinho, que é uma co-produção Brasil/Finlândia/Suíça, dirigida pelo finlandês Mika Kaurismäki, e Terra em Transe, o clássico de Glauber Rocha, em uma cópia restaurada provavelmente. Ou seja, brasileiro mesmo e novo só o Redentor.
Para quem quer acompanhar o festival uma sugestão além do site oficial que está cheio de notícias, é o site da BBC. Segundo a BBC serão exibidos 343 filmes nos dez dias de festival, mas acho que eles só se referem aos longas. Desses, 21 competem pelo Urso de Ouro e Prata.

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